Xamanismo é um substantivo masculino. O termo deriva de Xamã, que acredita-se que vem do Chinês sha men, que quer dizer “monge budista”.
O significado de Xamanismo designa uma série de crenças ancestrais e religiosas, muito antigas, que envolve as práticas relacionadas a magia e evocações de modo a se alcançar contato com o mundo espiritual.
Ou seja, o Xamanismo engloba o contato com espíritos, entidades e realidades paralelas, também abordando a cura e o transe, transformação e interação entre os corpos de quem está participando da prática e de espíritos, utilizando-se ervas medicinais e psicoativas.
O xamã é o líder espiritual que tem a capacidade de entrar em transe, fazendo com que se tenha conexão com o mundo espiritual – ele é treinado e muito experiente, tendo total domínio das técnicas e os segredos milenares para fazer com que atinja um estado de êxtase. Embora muitos o vejam como uma figura indígena (apesar que a cultura indígena também preservou esta tradição), o Xamanismo vem ainda da época da Era Paleolítica, quando o homem ainda vivia em cavernas.
O xamã, portanto, poderá ser capaz de:
O Xamanismo é praticamente uma experiência fora do corpo, classificando-se como uma viagem astral para obter respostas para determinadas perguntas.
Para curar doenças, o xamã precisa ter conhecimento do poder das plantas medicinais, além das rezas e pedras.
O estado de transe do xamã é realizado por meio de bebidas preparadas com plantas especiais, instrumentos (maracás ou tambores, por exemplo), danças e canções de poder.
Mesmo que seja uma prática de 50 mil anos atrás, ainda pode-se encontrar vestígios da prática do Xamanismo em diversas culturas e em todos os continentes do planeta.
O termo Xamanismo foi cunhado pela Antropologia, através da constatação das práticas e dos primeiros estudos localizados na região da Sibéria e na Ásia central. Após notar que práticas semelhantes existiam em outros locais do mundo, o Xamanismo se tornou a palavra genérica para se referir a elas.
O Xamanismo se tornou uma filosofia de vida, pois muitas das pessoas tinham interesse em alcançar o equilíbrio, a tranquilidade, o conhecimento e o bem-estar (físico e espiritual).
No Brasil, o Xamanismo ainda existe através das tribos indígenas. No lugar do xamã, existe o pajé (palavra originária do Tupi) – figura que corresponde similarmente ao xamã. Mesmo com algumas variações culturais, as práticas do Xamanismo, nesse caso, continuam as mesmas (há ainda quem chama esse conjunto de práticas como “pajelança”).
O pajé, visto como um sacerdote, entende de maneira profunda a essência do ser humano – física e espiritualmente – sendo que ele também utiliza instrumentos musicais, o uso de tabaco, técnicas de cura, comunicações espirituais, defumação, extração de uma doença, massagens, dietas, jejuns, entre outras práticas.
Uma das maiores crenças do Xamanismo é em relação aos animais. Com grande relevância dentro desta prática ancestral, acredita-se que todo indivíduo possui um animal de poder dentro de si, sendo que este é um guardião, protetor e simboliza um aspecto forte da personalidade de cada pessoa.
Além deste nome, pode-se chamar este animal guardião de aliado totem, espírito protetor ou nagual.
Todo animal possui características distintas. Por exemplo: