Romance é uma obra literária com narrativa em prosa, mais longa que a novela e o conto, que apresenta uma sequência de fatos que envolvem personagens, num espaço de tempo relativamente amplo.
O significado de romance também é bastante empregado como sinônimo de relacionamento amoroso. Por exemplo: “Os fatos sugerem que Ana e Joaquim estão vivendo um romance”.
No cinema, o gênero romance engloba os filmes que abordam a temática dos relacionamentos amorosos, incluindo a subcategoria comédia romântica, que mescla o humor ao gênero romance filme.
Há duas hipóteses principais sobre a origem da palavra romance. Romance pode ser uma derivação do provençal romans, que tem origem na forma latina romanicus. O termo também pode ter sua origem em “romanice”, cujos significados se referem a qualquer obra escrita em romanço. Os significados de romanço de referem às línguas faladas nas regiões ocupadas pelo império romano, que misturavam o latim vulgar aos dialetos desses povos dominados; a denominação romanço englobava todas elas.
Historicamente, o romance, na definição atual, sucedeu as narrativas medievais, em versos, que também eram conhecidas como novelas, romances ou canções. Com o passar do tempo, essas obras passaram a ser escritas em prosa. Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, publicado em 1615, é considerado por muitos estudiosos o primeiro romance moderno.
Uma das características do romance é justamente ser um gênero literário muito flexível. Existem romances de distintos tamanhos, maior ou menor número de personagens, com inúmeras possibilidades de configuração temporal e tipos variados de linguagem. O enredo pode seguir uma lógica linear, cronológica ou com indas e vindas no tempo. Os fatos presentes numa trama podem ser de natureza cômica, dramática, triviais ou trágicos. Apesar dessa flexibilidade, é possível delimitar suas bases fundamentais. Num romance literário, temos como elementos estruturais da narrativa:
Na história da literatura no Brasil, o romance tornou-se a mais importante modalidade narrativa. Entre as classificações para os romances presentes na literatura brasileira, podemos citar:
Romance Urbano; assim são chamadas as obras que retratam a vida social nas grandes cidades. Os enredos incluem intrigas amorosas, traições, questões sociais, ambientes urbanos e situações cotidianas dos ambientes citadinos.
Romances Históricos; são obras que relatam a vida e os costumes em um determinado contexto histórico-geográfico, mesclando fatos verídicos e fictícios.
Romance de 30; esse termo se refere a uma série de obras de cunho social que surgiram na segunda fase do modernismo no Brasil (1930-1945). Tais romances foram influenciados, sobretudo, pelo movimento Neorrealista. Por isso, os romances, nesse período, são chamados de romances neorrealistas ou romances regionalistas (por levantarem questões específicas de algumas regiões do Brasil, como a seca do Nordeste). O chamado romance de 30 teve como obra inicial o livro “A Bagaceira” (1928), de José Américo de Almeida.
Não é fácil estabelecer com precisão as diferenças entre a novela e o romance, pois ambas são formas de narrativa com significados muito próximos. A novela seria um relato literário ficcional de dimensão média, entre o conto e o romance. Além da dimensão, algumas características específicas da novela são: um enredo menos complexo, menos estudo psicológico dos personagens e intenção mais explícita do autor.
É uma forma de narrativa que consiste em um breve relato literário de uma história de ficção, da qual participam um número reduzido de personagens, numa concentração espaço-temporal. Por ser breve e conciso, o conto é considerado a narrativa mais eficaz de comunicação, na qual se detecta facilmente seus significados.
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