Consciência é um substantivo que pode ser empregado em diversas acepções que se relacionam entre si, podendo ser, por exemplo, sinônimo de conhecimento, discernimento ou percepção. A origem da palavra consciência é o latim conscientia, termo que pode ser traduzido como o conhecimento de determinada coisa que que é compartilhado com alguém.
Pode-se dizer que consciência é a faculdade mental responsável por perceber os fenômenos da existência, tanto aqueles que pertencem ao mundo externo, como os que compõem a realidade interior do indivíduo. Por isso se diz, por exemplo, que aquele que perde essa capacidade, por um desmaio ou por estar em coma, está inconsciente.
A palavra consciência também pode ser usada com o sentido de discernimento. Quem tem consciência tem a capacidade de discernir determinada coisa. Consciência pode ser, neste sentido, o mesmo que bom senso.
Assim, consciência tanto pode ser o conhecimento geral sobre o que passa em nós e no mundo em nossa volta, como o conhecimento de alguma coisa especifica em determinado contexto. Como, por exemplo, a consciência do sujeito que em uma festa percebe que não deve mais beber, ou a consciência de que é preciso ter pressa por que uma chuva se aproxima.
Como algo relativo a conhecimento e percepção, o substantivo consciência também pode ser empregado para expressar um sentimento de dever. Consciência aqui se relaciona com moralidade, ter consciência é saber discernir o que é certo e o que é errado. E neste sentido aparece a expressão consciência pesada para designar aquele estado mental em que sentimos culpa por algum deslize moral.
No âmbito da medicina, podemos entender consciência como o estado mental normal apresentado por um indivíduo sadio, com pensamento lógico e comportamento coerente, o que difere disso é o que perde a consciência, surta, enlouquece.
Em política, consciência é a característica apresentada por aquele que está informado sobre a situação política e que tem determinado posicionamento em relação a ela e um certo embasamento sobre.
Em filosofia, consciência é entendida como a percepção imediata que tem o sujeito sobre o que se passa em seu universo interior e exterior. Esta é uma das grandes questões da filosofia e um dos seus maiores problemas, pois se trata de algo extremamente básico, mas que é ao mesmo tempo extremamente difícil de definir.
Em filosofia, se distingue dois tipos de consciência: a consciência imediata e a consciência refletida. A consciência imediata, também chamada de consciência espontânea, é aquela que se dá no ato da existência, é aquela que o sujeito acessa ao pensar e agir no presente. A consciência refletida, também chamada de consciência secundária, é aquela que possibilita ao sujeito analisar e julgar os seus atos e ações no tempo.
Para o filósofo René Descartes, a consciência é a base de todo o conhecimento, e o seu famoso dito "penso, logo existo", remete à consciência do homem e a sua existência como sua única certeza. Já para Baruch Espinosa, a consciência é fonte das nossas ilusões, pois o fato de sermos conscientes das coisas é diferente de termos conhecimento sobre elas, assim, para o filósofo, a consciência nos ilude e nos mantém ignorantes sobre o conhecimento verdadeiro.
Já para o controverso filósofo alemão Friedrich Nietzsche, a consciência é pensada como uma função moral, moral que é construída historicamente e não algo universal, sendo, portanto, relativa. Assim, a voz da consciência expressa valores morais vigentes em determinada época, mas que não carregam valor em si mesmos.
No dia 20 de Novembro comemora-se no Brasil o Dia da Consciência Negra. A data lembra Zumbi dos Palmares, personagem histórico que morreu lutando por seu quilombo e virou símbolo da resistência contra a escravidão no país no período colonial.
A data é comemorada desde 2011, quando a presidente Dilma Rousseff o instituiu, tendo como objetivo ressaltar a importância dos afrodescendentes na constituição do povo brasileiro.
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